Este é um tema bastante polêmico, fase conturbada, com muitas mudanças, que buscarei clarear com importantes informações.
Segundo algumas teorias essa fase se divide em:
- Início: dos 11 aos 14 anos
- Meio: dos 13 aos 17 anos
- Fim: dos 16 aos 22 anos
A função de educar é a mais importante do mundo e pais que compreendem os estágios estão mais preparados para oferecer o apoio a esses seres em desenvolvimento.
É sempre importante aos pais tentarem lembrar de sua própria experiência e falar sobre isso com seus filhos: quais as semelhanças e diferenças... trocar, brincar, rir das próprias dificuldades.
Na fase do Início os jovens sempre vão se perguntar: Sou Normal?
As mudanças físicas acontecem rapidamente, o coração dobra de tamanho, crescem em altura até 10 cm/ano, existe ainda a dinâmica dos hormônios, músculos, ossos, órgãos sexuais.
Com as mudanças emocionais, os jovens tornam-se imprevisíveis, ora estáveis, ora zangados ou chorosos, não conseguem controlar sentimentos e emoções e acabam por explodir "por nada".
Nesta fase é interessante que os pais fiquem atentos para não fazer comentários sobre as alterações físicas, isso provavelmente acontecerá bastante na escola onde uns provocam ou humilham os outros.
Os pais precisam saber quem são seus filhos e o que estão fazendo: como foi seu dia, quem são os amigos, o que estão lendo e aprendendo, mostrar interesse genuíno.
Descobrir suas habilidades é sempre um bom caminho: dança, música, pintura e desenho, instrumento musical, línguas, atividade física...
A ansiedade é com a aparência, forma física, crescimento e sexualidade.
Na fase intermediária, o Meio, a pergunta é: Quem Sou Eu?
Os amigos são muito importantes, querem explorar o mundo e tomar as próprias decisões. Vem a rebeldia!
Querem ser tratados como adultos, mas estão em busca de sua identidade (cabelo colorido, brincos, sem cabelo...). E nessa busca experimentam máscaras até encontrar a que serve. É quando participam de grupos ou tribos (góticos, raps, punks, raves...)
Como desejam ardentemente a independência, rejeitam o apoio dos adultos, desafiando pais e autoridades.
Nesta fase eles precisam ser ouvidos com atenção e respeito, reconhecendo seus sentimentos e opiniões. Devem aprender a avaliar riscos e gozar de liberdade para que assumam a responsabilidade pelos seus atos. Vão competir, aprender a perder e a lidar com as frustrações.
O diálogo franco com os pais, vai favorecer o discutir, escutar, negociar e trocar experiências. Os pais devem estar preparados para fazer concessões.
Eles querem emancipar-se!
Na última fase, o Fim, a pergunta é: Qual é o meu lugar no mundo?
Existem as incertezas no campo dos estudos e emprego. Aumenta o estresse. Voltam a dar mais valor aos pais.
Estudar? O que? Escolha certa ou errada? Sou capaz?
O que os pais vão dizer se não se der bem...
As dúvidas são muitas e profundas, assim é importante pais mostrarem que confiam em seus filhos, que se orgulham deles, dar carinho. Quando são valorizados pela família, ficam livres para se dedicar aos estudos.
Comemorar as datas especiais: votar, carteira de motorista, lugares de adultos que frequentam, namoros sérios.
Conversar sobre tudo é possível e faz bem, estimule seus interesses como clube e amigos. Mostrar que são aceitos com todos os defeitos: notas, sexualidade, extrovertidos ou tímidos e respeitar suas escolhas. Deixar que sejam eles mesmos, ensinando-os a lidar com o dinheiro e como gastá-lo. Como cuidar da mesada, primeiro trabalho...
Seu filho vai desapontá-lo: perdoar e seguir em frente!
Querem descobrir quem são: autoconhecimento e auto-aceitação.
Crescer é algo que se descobre com cada momento, cada passo, com paciência e respeito!
Boa caminhada!!!
(Fonte: Criando Adolescentes - como prepará-los para os desafios da vida de Michael Carr-Gregg & Erin Shale)

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